CYR61 e TAZ como marcadores precoces de progressão maligna em esófago de Barrett

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CYR61 e TAZ como marcadores precoces de progressão maligna em esófago de Barrett

Terça, 27.09.2016

O esófago de Barrett é uma condição pré-maligna, que constitui o principal fator de risco de progressão para adenocarcinoma do esófago. Apesar do baixo risco, este não é negligenciável e implica monitorização regular com técnicas invasivas pois não existem marcadores capazes de estratificar este risco. Uma equipa interdisciplinar que envolveu investigadores e médicos do Instituto Gulbenkian de Ciência e do Instituto Português de Oncologia de Lisboa Francisco Gentil publicou recentemente um artigo na revista PLos One onde propõe os genes CYR61 e TAZ como biomarcadores precoces de progressão maligna. Usando uma combinação de abordagens, - bioinformática, biologia molecular e técnicas de anatomia patológica, - descobriu-se que a expressão aumentada destes genes pode predizer, nalguns casos, com mais de 10 anos de antecedência, a progressão maligna do esófago de Barrett para cancro do esófago. Os dados publicados sugerem ainda que alterações nas vias moleculares implicadas nos fenómenos do tipo estaminal/transição epitélio‑mesênquima poderão estar precocemente envolvidas na progressão do adenocarcinoma associado a esófago de Barrett. A descoberta que CYR61 e TAZ são potenciais biomarcadores precoces de progressão neoplástica do esófago de Barrett apresenta forte potencial na estratificação do risco de progressão nos doentes com esta patologia.

Joana Cardoso1,2, Marta Mesquita3,4, António Dias Pereira4,5, Mónica Bettencourt‑Dias1, Paula Chaves3,4, José B. Pereira‑Leal1,2

1 Instituto Gulbenkian de Ciência, Oeiras, Portugal

2 Ophiomics - Precision Medicine, Lisboa, Portugal

3 Serviço de Anatomia Patológica, Instituto Português de Oncologia de Lisboa Francisco Gentil, E.P.E., Lisboa, Portugal

4 Faculdade de Ciências da Saúde – Universidade da Beira Interior, Covilhã, Portugal

5 Serviço de Gastrenterologia, Instituto Português de Oncologia de Lisboa Francisco Gentil, E.P.E., Lisboa, Portugal

Barrett’s esophagus is the major risk factor for esophageal adenocarcinoma. It has a low but non‑neglectable risk, high surveillance costs and no reliable risk stratification markers. We sought to identify early biomarkers, predictive of Barrett’s malignant progression, using a meta-analysis approach on gene expression data. This in silico strategy was followed by experimental validation in a cohort of patients with extended follow up from the Instituto Português de Oncologia de Lisboa de Francisco Gentil EPE (Portugal). Bioinformatics and systems biology approaches singled out two candidate predictive markers for Barret’s progression, CYR61 and TAZ. Although previously implicated in other malignancies and in epithelial-to-mesenchymal transition phenotypes, our experimental validation shows for the first time that CYR61 and TAZ have the potential to be predictive biomarkers for cancer progression. Experimental validation by reverse transcriptase quantitative PCR and immunohistochemistry confirmed the up‑regulation of both genes in Barrett’s samples associated with high‑grade dysplasia/adenocarcinoma. In our cohort CYR61 and TAZ up‑regulation ranged from one to ten years prior to progression to adenocarcinoma in Barrett’s esophagus index samples. Finally, we found that CYR61 and TAZ over‑expression is correlated with early focal signs of epithelial to mesenchymal transition. Our results highlight both CYR61 and TAZ genes as potential predictive biomarkers for stratification of the risk for development of adenocarcinoma and suggest a potential mechanistic route for Barrett’s esophagus neoplastic progression.

PLos One

http://journals.plos.org/plosone/article?id=10.1371/journal.pone.0161967