Institucional and semantic dimensions of oncology research in Portugal

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Institucional and semantic dimensions of oncology research in Portugal

Terça, 21.11.2017

A ASPIC publica este mês os primeiros resultados do projecto ReportCancer/CancerReport: Researching the dynamics and international positioning of the portuguese medical oncology community. Tendo por base a análise cientométrica das publicações portuguesas nas bases de dados Medline/PubMed e Web of knowledge, este estudo veio preencher uma enorme lacuna de conhecimento sobre a investigação em cancro em Portugal na segunda metade do século XX e início do século XXI. Um dos aspectos a ressaltar é a estreita relação entre a evolução da investigação oncológica em Portugal e as políticas científicas e tecnológicas do país. A partir dos anos 80 e especialmente de meados dos anos 90 do século XX, ocorreu um claro aumento das publicações em oncologia, em linha com a consolidação de uma política de ciência e tecnologia em Portugal, que, por sua vez, recebeu enorme impulso da entrada do país na União Europeia.

O estudo revela que a investigação oncológica em Portugal está concentrada num número relativamente pequeno de instituições, no qual estão presentes, porém, todas as regiões do país, embora o Centro Interior e o Sul tenham uma representação bastante mais pequena. A região Norte, particularmente a cidade do Porto, alberga as três instituições que mais publicam em oncologia e que figuram também como elos centrais das colaborações institucionais. A investigação oncológica realiza-se tanto em contextos académicos (universidades, centros de investigação e laboratórios associados) quanto hospitalares. Estas instituições colaboram consistentemente entre si, através de co-autorias, dando origem a uma produção translacional relevante. Os principais núcleos de colaboração institucional são regionais, no entanto são também consideráveis as colaborações internacionais, salientando-se as instituições europeias cujo papel se revelou fundamental no desenvolvimento inicial da oncologia em Portugal e permanece relevante actualmente.

A investigação oncológica em Portugal debruça-se essencialmente sobre os cancros em órgãos como o estômago, intestino, tiróide, útero, pulmão, mama, próstata, e leucemia/linfoma.  Fica patente a enorme dinâmica da investigação oncológica em Portugal, cujo estudo merece aprofundamento. O projecto teve início em Janeiro de 2016 e encerra em Dezembro de 2017, com financiamento da Fundação Calouste Gulbenkian, Bristol Meyers-Squibb e ASPIC.

 

Autores e Afiliações:

Oriana Rainho Brás1,2, Jean-Philippe Cointet3, Alberto Cambrosio4, Leonor David2,5,6,7, João Arriscado Nunes8,9, Fátima Cardoso2,10, Carmen Jerónimo2,11,12

SOCIUS-Research Centre in Economic and Organizational Sociology, CSG-Consortium of Social Sciences and Management, ISEG-School of Economics and Management, University of Lisbon, Lisbon, Portugal

ASPIC-Portuguese Association for Cancer Research, Porto, Portugal

LISIS-Laboratoire Interdisciplinaire Sciences Innovations SociétésINRA-Institut National de la Recherche Agronomique, Marne-la-Vallée, France

Department of Social Studies of Medicine, McGill University, Montreal, Canada

5 IPATIMUP-Institute of Molecular Pathology and Immunology of the University of Porto, Porto, Portugal

Medical Faculty, University of Porto, Porto, Portugal

7 i3S-Instituto de Investigação e Inovação em Saúde, Universidade do Porto, Porto, Portugal

8 CES Centre for Social Studies, University of Coimbra, Coimbra, Portugal

9 Faculty of Economics, University of Coimbra, Coimbra, Portugal

10 Champalimaud Foundation, Lisbon, Portugal

11 Portuguese Oncology Institute of Porto (IPO Porto), Porto, Portugal

12 ICBAS UP-Institute of Biomedical Sciences Abel Salazar, University of Porto, Porto, Portugal

 

Abstract:

This paper analyses the developmental dynamics of oncology research in Portugal during the second half of the twentieth century and early twenty first century. Grounding its conclusions in a scientometric analysis of a database of publications covering the period 1976–2015, the paper shows how the expansion of oncology research from the end of the 1990s through the 2000s is closely related to science and technology policy decisions in the country. The main actors of the institutional evolution of the field are public organizations, both hospital and academia/research-based, frequently working together. Portuguese oncology research focused especially on organ-based cancers, underlining the strong link between the laboratory and the clinic. Accordingly, translational research is a major trend in oncology research, as evidenced by the analysis of publications in major journals and inter-citation maps. Networks of institutional co-authorships show the importance of regional and international collaborations. The collaboration patterns over time reveal the importance of national and European collaborations during the initial years covered by our publication database, in line with the major impact of Portugal’s integration into the European Union, and a growing importance of regional collaborations, as well as with North and South American institutions in more recent years. Portugal provides a case study of how twentieth century policies at the national and European levels have impacted on the evolution of oncology research in countries from southern Europe.

 

Revista: Scientometrics

 

Link: https://link.springer.com/article/10.1007/s11192-017-2491-y