Remover ácidos siálicos nas células dendríticas melhora a resposta anti-tumoral

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Remover ácidos siálicos nas células dendríticas melhora a resposta anti-tumoral

Sexta, 17.06.2016

Este trabalho foi desenvolvido pelo Grupo de GlicoImunologia no Centro de Estudos de Doenças Crónicas (CEDOC) agora na UCIBIO, Departamento Ciências da Vida, Faculdade de Ciências e Tecnologia, Universidade NOVA de Lisboa e tem como foco as células dendríticas e o papel promissor que estas desempenham na imunoterapia anti-cancro. A eficiência destas células a nível clínico é ainda limitada, pelo que é essencial desenvolver novas estratégias que visem melhorar a sua capacidade de mediar respostas anti-tumorais. Atualmente, sabe-se que as células dendríticas apresentam um elevado conteúdo de ácidos siálicos na sua superfície, os quais levam a uma inibição da capacidade de maturação e co-estimulação das mesmas. O trabalho abordado neste artigo, recentemente publicado na revista Oncotarget, teve como principal intuito determinar se a remoção destes ácidos siálicos, utilizando sialidase, melhora a imunidade anti-tumoral. Desta forma, os dados obtidos revelam que a de-sialilação das células dendríticas leva a um aumento da expressão de MHC-I, bem como a uma maior apresentação antigénica via MHC-I; consequentemente, verifica-se uma melhoria da capacidade das células dendríticas para elicitar a atividade anti-tumoral mediada por células T. Estes fatos levam a crer que o tratamento com sialidase pode, de facto, representar uma tecnologia viável para melhorar a eficácia de vacinas baseadas em células dendríticas na imunoterapia anti-cancro. Esta investigação foi financiada pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia, pela FAPES, e foi desenvolvida no âmbito do projeto “aDVANCE” liderado pela StemLab S.A e suportado pelo programa COMPETE e co-financiado pelo ERDF.

Mariana Silva (1,*), Zélia Silva (1,6,*), Graça Marques (1,*), Tiago Ferro (1,6), Márcia Gonçalves (1), Mauro Monteiro (1), Sandra J. van Vliet (2), Elodie Mohr (4), Andreia C. Lino (4), Alexandra R. Fernandes (6,7), Flávia A. Lima (1), Yvette van Kooyk (2), Teresa Matos (5), Carlos E. Tadokoro (3,4,6,**) and Paula A. Videira (1,6,**)

(1) CEDOC, NOVA Medical School / Faculdade de Ciências Médicas, Universidade Nova de Lisboa, Lisboa, Portugal

(2) Department of Molecular Cell Biology and Immunology, VU University Medical Center, Amsterdam, The Netherlands

(3) Universidade Vila Velha, Espírito Santo, Brasil

(4) IGC, Instituto Gulbenkian de Ciência, Oeiras, Portugal

(5) StemLab, Cantanhede, Portugal

(6) UCIBIO, Departamento Ciências da Vida, Faculdade de Ciências e Tecnologia, Universidade NOVA de Lisboa, Portugal

(7) CQE, Centro Química Estrutural, Instituto Superior Técnico, ULisboa, Portugal

(*) Co-first authorship (**) Co-last authorship

Dendritic cells (DCs) hold promise for anti-cancer immunotherapy. However, clinically, their efficiency is limited and novel strategies to improve DC-mediated anti-tumor responses are needed. Human DCs display high content of sialic acids, which inhibits their maturation and co-stimulation capacity. Here, we aimed to understand whether exogenous desialylation of DCs improves their anti-tumor immunity. Compared to fully sialylated DCs, desialylated human DCs loaded with tumor-antigens showed enhanced ability to induce autologous T cells to proliferate, to secrete Th1 cytokines, and to specifically induce tumor cell apoptosis. Desialylated DCs showed an increased expression of MHC-I and -II, co-stimulatory molecules and an augmented secretion of IL-12. Desialylated HLA-A*02:01 DCs pulsed with gp100 peptides displayed enhanced peptide presentation through MHC-I, resulting in higher activation ofgp100280–288 specific CD8+ cytotoxic T cells. Desialylated murine DCs also exhibited increased MHC and co-stimulatory molecules and higher antigen cross-presentation via MHC-I. These DCs showed higher ability to activate antigen-specific CD4+ and CD8+ T cells, and to specifically induce tumor cell apoptosis. Collectively, our data demonstrates that desialylation improves DCs’ ability to elicit T cell-mediated anti-tumor activity, due to increased MHC-I expression and higher antigen presentation via MHC-I. Sialidase treatment of DCs may represent a technology to improve the efficacy of antigen loaded-DC-based vaccines for anti-cancer immunotherapy.

Oncotarget

http://www.impactjournals.com/oncotarget/index.php?journal=oncotarget&page=article&op=view&path[]=9419&pubmed-linkout=1