As investigadoras Paula Guedes de Pinho, Márcia Carvalho e Joana Pinto foram recentemente editoras convidadas da edição especial do livro “Cancer Metabolomics 2018”, publicado na revista “Metabolites”, com foco nos recentes avanços na investigação do metabolismo do cancro usando uma abordagem metabolómica. O metaboloma compreende o conjunto de compostos de baixo peso molecular presentes nas células e sabe-se que este é influenciado por diversos fatores, tais como doenças, estilo de vida, entre outros.
Lydia Saidi, [b] Djenisa H. A. Rocha, [a][c][e] Oualid Talhi,[a] [d] Yamina Bentarzi,[b] Bellara Nedjar-Kolli,[b] Khaldoun Bachari,[d] Filipe A. Almeida Paz,[e] Luisa A. Helguero,[c] and Artur M. S. Silva[a]
[a] QOPNA and LAQV-REQUIMTE, Department of Chemistry, University of Aveiro, 3810-193 Aveiro (Portugal)
A quimioterapia é uma das terapias efetivas utilizadas no tratamento de vários cancros, no entanto devido aos seus efeitos secundários e ao desenvolvimento de resistências, a comunidade científica encontra-se sempre à procura de novas drogas que possam ultrapassar estes problemas. Tendo em conta a alta incidência do cancro da mama e da próstata nas mulheres e nos homens, respetivamente, e o papel que as drogas têm no tratamento destes cancros, este trabalho teve como objetivo a síntese de benzofenonas com potencial aplicação no tratamento do cancro.
Giulianelli S (1,2), Riggio M (1), Guillardoy T (1), Pérez Piñero C (1), Gorostiaga MA (1), Sequeira G (1), Pataccini G (1), Abascal MF (1), Toledo MF (1), Jacobsen BM (3), Guerreiro AC (4), Barros A (4), Novaro V (1), Monteiro FL (5), Amado F (4), Gass H (6), Abba M (7), Helguero LA* (5), Lanari C* (1). * co-senior authors
(1) Instituto de Biología y Medicina Experimental, IByME-CONICET, Buenos Aires, Argentina.
A resistência do cancro da mama à terapia endócrina caracteriza-se pela capacidade dos tumores, mesmo que positivos para recetores hormonais, continuem a progredir sem intervenção hormonal. Como tal, este trabalho teve como objetivo estudar a regulação da atividade transcricional dos recetores hormonais quando estimulados pelo fator de crescimento de fibroblastos (FGF2) e as suas implicações para o desenvolvimento da resistência à terapia hormonal. O FGF2 estimula a ativação transcricional dos oncogenes MYC e CCND1 mediada pela interação dos recetores de estrogénio e progesterona.