Neste estudo foi possível identificar o papel de alterações de glicosilação específicas no comportamento de células de cancro gástrico e como estas contribuem para a progressão tumoral levando a um pior prognóstico dos pacientes. Era já conhecido que as células malignas apresentam alterações de expressão de glicanos com estrutura truncada. Nomeadamente, pacientes com cancro gástrico revelam ter um aumento de glicanos truncados, como por exemplo o Sialyl-Tn.
As células tumorais apresentam um metabolismo reprogramado, caracterizado principalmente por uma elevada dependência pela fermentação lática, mesmo quando existe disponibilidade de oxigénio. O aumento do fluxo glicolítico induz uma elevada acidez do espaço extracelular e amplifica as características mais agressivas das células tumorais, tais como a capacidade de migrar e invadir e a resistência à terapia. Desta forma, as alterações metabólicas presentes nas células tumorais, podem constituir um alvo excelente para o desenvolvimento de novas terapias contra o cancro.