STAT3 é um fator de transcrição ativado constitutivamente em 70% dos tumores sólidos, onde está relacionado com a proliferação e a sobrevivência das células cancerígenas e com as respostas inflamatórias associadas ao cancro. Por outro lado, mutações inativadoras do STAT3 causam a síndrome da hiper IgE e tornam os pacientes mais propensos a desenvolver tumores. Para que o STAT3 ative a expressão de genes relacionados com o cancro e a inflamação, ele deve formar pares com outras moléculas de STAT3 e passar do citoplasma para o núcleo ou as mitocôndrias.
Artur Silva - Departamento de Química, Universidade de Aveiro; David Pereira - Faculdade de Farmácia, Universidade do Porto; Patrícia Valentão - Faculdade de Farmácia, Universidade do Porto; Paula Andrade - Faculdade de Farmácia, Universidade do Porto
Neste trabalho, realizado no âmbito de uma parceria entre investigadores do Departamento de Química da Universidade de Aveiro, da Faculdade de Farmácia da Universidade do Porto e da Universidade Mentouri-Constantine (Algéria), foram sintetizados pela primeira vez 15 novos compostos, divididos entre derivados de estrutura chalcónica e 2-pirazolínica. Todas as moléculas foram avaliadas pela sua potencial atividade antitumoral recorrendo a células humanas de cancro de estômago e de pulmão.
Gastric cancer remains one of the most incident and deadly worldwide. It is usually detected in more advanced stages and therefore, the available treatments are not always sufficient to treat patients, leading to a low survival rate. Additionally, in some cases after an apparently successful treatment the cancer recurs. The recognition of cancer stem cells (CSCs) as keys of the tumorigenic process, metastasis and resistance to radio- and chemotherapy makes them an essential target for an efficient cancer treatment.
O cancro do estômago continua a ser um dos mais incidentes e mortais em todo o mundo. É, geralmente, detetado em fases avançadas e, por isso, os tratamentos disponíveis nem sempre são suficientes para tratar os pacientes, conduzindo a uma taxa de sobrevivência baixa. Adicionalmente, em alguns casos, após um tratamento aparentemente bem sucedido ocorre recidiva do cancro.
Céline S. Gonçalves 1,2, Ana Xavier-Magalhães 1,2, Eduarda P. Martins 1,2, Afonso A. Pinto 3, Manuel Melo Pires 4, Célia Pinheiro 5, Rui M. Reis 1,2,6, Nuno Sousa 1,2, Bruno M. Costa 1,2
1 Life and Health Sciences Research Institute (ICVS), School of Medicine, University of Minho, Campus Gualtar, 4710-057 Braga, Portugal;
Investigadores do ICVS (Instituto de Investigação em Ciências da Vida e da Saúde; Escola de Medicina, Universidade do Minho) identificaram os potenciais mecanismos reguladores responsáveis pelo aumento da expressão do WNT6, uma proteína oncogénica, em glioma. Os gliomas malignos são dos cancros mais mortíferos, para os quais não existe ainda um tratamento curativo, sendo por isso crítico não só a identificação de novos alvos moleculares, mas também a compreensão dos seus mecanismos de ativação, de modo a contribuir para o desenho de novas terapias direcionadas.
Ana Jacinta-Fernandes, Joana M. Xavier, Ramiro Magno, Joel G. Lage & Ana-Teresa Maia
Centre for Biomedical Research (CBMR), Algarve Biomedical Center (ABC) and Department of Biomedical Sciences and Medicine (DCBM) Universidade do Algarve, Faro 8005-139, Portugal